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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Silêncio


Silêncio nessa tarde onde me encontro num vazio, num mundo que se tornou pó, talvez eu seja um monstro ou seja nada. Nesse momento a vida se tornou um acessório, não existe esquerda ou direita, estou sentada sobre aquilo que me calou a boca, estou esbarrando em pessoas pelo caminho e meu coração está batendo fraco, essas dores e esse sentimento que morre dentro de mim  constrói outros sentimentos e as peças na minha cabeça vão se espalhando como folhas no vento. Silêncio, não consigo falar porque as palavras não saem, porque os olhos não choram, porque a vida deixou de ser algo significativo, algo sem cor e sem gosto, tarde nunca será para viver a mudança que meus olhos viram, neste mundo nada é real o mundo em que vivi era um castelo de areia com alicerces moldados em mentiras, me sinto sujo, usado, um resto de qualquer coisa, não há cura para essas cicatrizes, e não juntar nenhuma pedaço que está no chão, porque não há chão, não há realizações. Silêncio em um mundo barulhento, quanto tempo mais irei de viver nesta eterna angustia de sempre perder, de sempre ser abandonado e pouco valorizado. Vou sangrar até a hora que não resta nada, até quando essa sala ficar vazia e nada for nada, eu fui apenas um nada para quem fui tudo.

Written By: Karrike Bongiovi
09/11/2016 - 14:25 (qua)
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